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Depois de passear, o meu cão...

Os passeios são parte fundamental do dia-a-dia de qualquer cão, e dependendo da zona onde seja feito o passeio, várias questões podem surgir. Pretendemos aqui esclarecer algumas dessas questões, salvaguardando que em caso de dúvida deverá sempre consultar o seu médico veterinário habitual.

Uma das coisas mais comuns a acontecer após corridas no parque ou brincadeiras mais acesas com amigos, principalmente nos cães mais jovens, é causada pelo consumo de água desenfreado, particularmente em dias de maior calor. Devemos ter consciência que após exercício físico intenso, o consumo de água pode conduzir facilmente à regurgitação sem que isso seja sinal de preocupação.


1. Passeios em áreas urbanas

As zonas urbanas são área de passeio de muitos dos nossos cães e, embora haja cada vez maior consciência colectiva no que diz respeito à higiene dos locais, sabemos que muito facilmente, num momento de distracção, o nosso cão pode apanhar QUALQUER tipo de lixo com a boca. Obviamente que este é um mau hábito que pode trazer consequências severas para a saúde do nosso cão, sendo nossa função evitar a todo o custo este consumo. Contudo, caso o seu cão ingira algo na rua, tente perceber exactamente o que foi para depois poder esperar as consequências mais normais:

- vómito – se se tratar de um produto tóxico, ou que agrida o estômago no imediato, muito provavelmente o seu cão irá vomitar ao longo da hora seguinte.

- fezes alteradas – diarreia e/ou objectos que saem pelas fezes. Neste caso demora mais tempo, mas alguns dos itens que o seu cão ingira poderão vir a sair, horas e até dias mais tarde, nas suas fezes.

- consumo excessivo de água – normalmente ocorre se houver um consumo excessivo de algum alimento, temperado ou seco.

- prostração – este é um sinal silencioso. Se o seu cão ficar estranhamente calmo, pouco responsivo, e inclusivamente mostrar pouco interesse pela comida, após um consumo na rua, poderá ser esse o motivo.

A vigilância é o melhor que pode fazer. Manter o animal supervisionado, e ir vigiando os consumos de água, as fezes e os vómitos. Se achar algum destes sintomas preocupantes, deverá entrar em contacto com o seu veterinário.

2. Passeios em áreas verdes / parques / na natureza

Um passeio com o seu cão será bem mais agradável vos proporcionar uma fuga à rotina e um contacto mais próximo com a Natureza. Os cães adoram explorar sítios novos, e irão ficar muito satisfeitos se o passeio for repleto de novos estímulos como odores e texturas. E a si também lhe fará bem!

- sabemos que os cães consomem, com alguma frequência, alguns tipos de plantas, é um comportamento natural. É perfeitamente normal que após o consumo de ervas haja um vómito esporádico, normalmente das ervas acompanhadas por uma saliva translúcida. Não é sinal de alarme! Evite o consumo excessivo de água após grandes corridas, e após o consumo destas ervas, já que pode potenciar o vómito.

- Precaução necessária sim, no que respeita a algumas espécies que poderão ser nocivas nestes passeios pelo campo. A famosa lagarta do pinheiro é conhecida pêlos seus pêlos urticantes e pelos danos extensos que pode provocar no seu cão, causando a morte dos tecidos, e potencialmente, a morte. As abelhas e outros insectos também podem ser uma fonte de problemas, já que alguns animais respondem de forma diferente à sua picada.

- É muito comum encontrarmos, nos passeios em zonas mais rurais, fezes de gado ou cadáveres de pequenos animais. A sua presença revela um dos comportamentos naturais dos cães, que alguns manifestam mais activamente do que outros, que é rebolar e roçar-se nesse tipo de elementos. É muito desagradável, sobretudo devido ao cheiro que depois carregarão com eles para o resto do passeio e até em casa, mas é inócuo. Um bom banho resolverá o assunto e não tem motivo para se preocupar.

3. Temperatura

Os cães não têm a mesma capacidade que os humanos em regular a temperatura, transpirando exclusivamente através da língua e das almofadas das patas. Uma área tão pequena pode ser insuficiente para regular a temperatura corporal, o que poderá ser perigoso nos dias de maior calor, em particular para os braquicéfalos. Então, a recomendação para os dias mais quentes será passear em zonas de muita sombra, preferencialmente nas primeiras e últimas horas do dia, e não estimular o exercício físico nas horas mais quentes.

Outro aspecto a ter em consideração é a temperatura da calçada. O asfalto, a pedra, e outros elementos que compõem os locais habituais de passeio são superfícies que sobreaquecem com facilidade e que irradiam calor. As almofadas das patas dos cães estão preparadas para tolerar alguma variação de temperatura mas sofrem com os pisos que muitas vezes ultrapassam os 40ºC... Não sendo muito comum no nosso país, o inverso é igualmente verdade. Se decidir ir passear com o seu cão pela neve ou num dia de gelo, tenha em conta que as suas patas não estão protegidas como estão os seus pés. Uma passagem rápida é algo fácil de tolerar, mas se quiser dar um passeio mais demorado deverá procurar botas de protecção para o seu cão também, para evitar queimaduras por frio.

Seja Inverno ou Verão, é sempre boa ideia inspeccionar as patas do seu cão depois de uma caminhada, para verificar o estado geral, limpar alguns detritos e eventualmente remover algo que possa ter ficado alojado. Espinhos e pedras podem facilmente causar feridas, que não são graves se forem detectadas ao início, mas que poderão tornar-se numa verdadeira dor de cabeça se deixarmos alastrar uma possível infecção. Cães de pelo mais comprido, também ficam frequentemente com detritos agarrados ao pelo, em particular na zona das patas e nos espaços interdigitais. Este é um dos casos em que mais vale prevenir do que remediar!

Estas são as questões mais comuns, mas lembre-se: proteja sempre o seu cão antes dos passeios com desparasitantes adequados, e inspeccione-o ao chegar a casa! Aproveite o ar livre com o seu cão, pela sua saúde, e pela dele!

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melhor amigo.

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